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Desemprego atinge 12 milhões de pessoas no Brasil

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Taxa de desemprego no Brasil cai no último trimestre de 2021, mostra PNAD em andamento
A taxa de desemprego caiu para 11,1% no último trimestre de 2021, segundo o IBGE. Com isso, o número de desempregados chegou a 12 milhões no final do ano passado.

Os dados fazem parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que mostra mais indicadores do mercado de trabalho.

A taxa média anual de desemprego em 2021 é de 13,2%, uma ligeira recuperação face a 2020 (13,8%).

Segundo relatório do IBGE, “a queda no quarto trimestre foi muito expressiva”. Embora seja normal que o desemprego caia nesta época do ano, há sinais de recuperação do emprego desde agosto de 2021.

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Emprego formal x informalidade

Parte do crescimento do emprego no último trimestre de 2021 veio do emprego formal no setor privado, mostrou a pesquisa. O número de empregados com carteira assinada aumentou 2,9% em relação ao trimestre anterior.

Ou seja, o país tem hoje 987 mil pessoas trabalhando com carteira assinada.

Mas o número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou 6,4%, ou 753 mil pessoas nessa situação.

Com isso, a taxa média anual de emprego informal passou de 38,3% em 2020 para 40,1% em 2021. Assim, no ano passado, o total de trabalhadores informais foi de 36,6 milhões.

“A população informal é o grupo mais avançado, tanto no segundo semestre de 2020 quanto durante 2021.”

Ou seja, os números mostram o que vimos na prática, com a recuperação do emprego em grande parte proveniente do autoemprego. Se você faz parte do grupo, confira 7 dicas de como lidar com uma crise.

Rendimento real habitual

Outro ponto de preocupação relacionado ao mercado de trabalho é o valor que os trabalhadores recebem.

De acordo com a PNAD Contínua, a receita real usual caiu 3,6% do terceiro trimestre para o quarto trimestre. Com isso, os trabalhadores ganham em média R$ 2.447: o menor desde 2012. A renda média anual caiu de 2.782 reais para 2.587 reais.

“Enquanto o emprego cresceu, esse crescimento não foi acompanhado de renda. Ou seja, as pessoas ocupadas no mercado de trabalho têm, em média, salários mais baixos”, disse o IBGE.

Esse indicador é preocupante, especialmente tendo em vista que a inflação continua elevada. Em outras palavras, os salários dos trabalhadores estão diminuindo e os preços estão subindo. A conta não será fechada.

Desemprego na pandemia

Segundo o IBGE, embora o mercado de trabalho tenha melhorado em 2021, ainda não voltou aos níveis pré-COVID-19. Por exemplo, a taxa anual de desemprego em 2019 foi de 12%.

Segundo Adriana Beringuy, Coordenadora de Emprego e Renda do IBGE, a profissão está melhorando. “Em 2021, à medida que a vacinação progride e a situação melhora, haverá um aumento do número de trabalhadores. Mas ainda há um grande número de pessoas à procura de carreira”, disse.

Nesse sentido, Beringuy disse que 2021 é um ano de recuperação para certas métricas. “Mas este não é o ano para superar as perdas, especialmente porque a pandemia não acabou e seus efeitos continuam”.

Emprego e desemprego por atividade econômica

O maior aumento percentual foi na construção civil (13,8%), que cresceu 845 mil.

A indústria do comércio, severamente afetada pela epidemia, cresceu 5,4% em relação a 2020, com um aumento de 881 mil pessoas.

No entanto, o número de trabalhadores no setor ainda é menor do que em 2019, quando 18,1 milhões de pessoas estavam empregadas.

Além disso, o setor não conseguiu recuperar suas perdas em 2020. Em um ano, o emprego na indústria aumentou 3,9%, ou 446 mil pessoas. Mas em comparação com 2019, o número de trabalhadores caiu 3,1%.

Por fim, o setor de serviços, que também foi fortemente afetado pela epidemia, também teve uma recuperação. Os destaques são a arrumação e a seção de hospedagem e alimentação.

Desemprego por estado

A PNAD Contínua também analisa o desemprego em cada estado e distrito federal. Com isso, a taxa média anual de desemprego caiu em 19 das 27 unidades federativas. Além disso, 5 receberam alta hospitalar e 3 permaneceram estáveis.

Acre (15,3%) estável;
Paraíba (14,8%) estável;
Ceará (13,4%) estável;
Pernambuco: alta de 17,2% em 2020 para 19,9% em 2021;
Amapá: alta de 15% para 16,6%;
Piauí: alta de 13,2% para 13,6%;
Tocantins: alta de 12,0% para 13,3%; e
Pará: alta de 10,6% para 12,56%.
Contudo, a média anual de desemprego de 2021 ainda é a segunda mais alta desde o início da série (2012). Nesse quesito, o ano passado só ficou melhor do que 2020.

Desemprego no Norte

Destas regiões, a única região com elevado desemprego é o Norte. Lá, a taxa média de crescimento anual passou de 12,5% em 2020 para 13,1% em 2021.

Nordeste

O Nordeste, por outro lado, manteve-se estável, mas ainda apresentou a maior taxa de desemprego do país, com 17,1%.

Sul

O Sul, por outro lado, foi o único que conseguiu voltar ao desemprego pré-pandemia. Os estados do sul atualmente têm a menor taxa de desemprego em 7,8%.

Centro Oeste

O Centro-Oeste também recuou nas comparações entre 2021 (10,7%) e 2020 (12,1%). E está próximo do patamar de 2019 (10,3%).

População ocupada

A população empregada no quarto trimestre de 2021 era de 95,7 milhões, composta por:

66,9% de empregados (incluindo empregados domésticos);
27,1% de pessoas que trabalham por conta própria
4% de empregadores; e
2% de trabalhadores familiares auxiliares.

No Norte (33,9%) e Nordeste (30,5%), a proporção de trabalhadores por conta própria é maior do que em outras regiões. Assim, são os locais com menor número de profissionais com carteira assinada.

Os estados com maior percentual de empregados com carteira assinada no setor privado são:

Santa Catarina (87,9%);
São Paulo (81,5%); e
Rio Grande do Sul (80,9%).
Por outro lado, os que possuem os menores percentuais são:

Piauí (48,6%);
Maranhão (50,0%); e
Pará (51,1%).

Conclusão

Embora o desemprego tenha melhorado em relação a 2020, ainda precisamos aumentar a renda.

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Com relação ao impacto da pandemia do COVID-19, o pior pode ter passado. No entanto, ainda vemos muitas pessoas em situação de informalidade, com salários mais baixos do que no passado.

É importante acompanhar os dados do mercado de trabalho do IBGE para entender a trajetória de recuperação. Se quiser saber mais sobre o Seguro Desemprego, temos um perfil completo para você.



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